Museu sem paredes do Maranhão
Atenas Brasileira
A cidade que o Brasil aprendeu a chamar pelo nome de uma capital grega — e a casa que guarda o que ela produziu.
Rua Portugal, São LuísDouglas Júnior / MTur
Sobre a casa
Um museu sem paredes para a cidade que o Brasil chama de Atenas.
No século XIX, São Luís deu ao Brasil — em duas ou três gerações — uma parte desproporcional dos seus escritores: Odorico Mendes, Gonçalves Dias, João Lisboa, Sousândrade, Maria Firmina dos Reis, Aluísio e Artur Azevedo, Coelho Neto, Graça Aranha. O apelido nunca foi oficial. Nunca precisou ser.
Atenas Brasileira é um hub independente de história, cultura e conteúdo do Maranhão, a caminho de se tornar fundação: acervo digital com fichas e fontes, artigos com revisão, cursos, concursos e uma sala de patronos.
Conhecer as salasEntrada
A planta de 1641 é o mapa da casa
Os holandeses desenharam a ilha quando a tomaram. Cada ponto é uma sala — toque para entrar.
Sala 01 · 1647
A imagem mais antiga que existe de São Luís
Frans Post, Maragnon. Gravura para o livro de Caspar Barlaeus sobre o Brasil holandês, seis anos depois da tomada da cidade.
Bibliothèque nationale de France · domínio público
Sala 02 · Escritores
Os que deram o nome
Entre 1820 e 1930, uma cidade de poucas dezenas de milhares de habitantes deu ao Brasil uma parte desproporcional da sua literatura.
Odorico Mendes1799–1864Traduziu Homero e Virgílio
João Lisboa1812–1863Jornal de Timon
Maria Firmina dos Reis1822–1917Úrsula, 1859
Gonçalves Dias1823–1864Canção do Exílio
Sousândrade1832–1902O Guesa
Artur Azevedo1855–1908O teatro de revista
Aluísio Azevedo1857–1913O Mulato · O Cortiço
Raimundo Correia1859–1911As Pombas
Coelho Neto1864–1934Fundador da ABL
Graça Aranha1868–1931Canaã · Semana de 22
Humberto de Campos1886–1934Cronista
Ferreira Gullar1930–2016Poema Sujo

Sala 03 · Acervo
Gravuras, azulejos, tambores
Cada peça com moldura, placa e fonte. Toque numa peça para ler a ficha.
MaragnonFrans Post, gravura, 1647
Rua PortugalAzulejaria de fachada
A tomada de São LuísGravura, 1641
Cabeça de boi bordadaBumba meu boi
O GuesaSousândrade, 1ª edição
Teatro Arthur Azevedo1817
Sobrados do Centro HistóricoPatrimônio Mundial, 1997
Carta do portoAlbin Roussin, 1820
Tambor de crioulaPatrimônio imaterial, 2007
AzulejoPraça João Lisboa, 53
Sala 04 · Programa
O que a casa faz
Quatro frentes, uma instituição em construção. Tudo aberto ao público desde o primeiro dia.
Ciência, história e cultura maranhense, com revisão editorial e referências. Publicados por edições.
Edição 01 CursosFormação aberta: história do Maranhão, patrimônio, escrita, artes. Em São Luís e à distância.
Calendário ConcursosLiteratura e artes plásticas. Júri público, prêmio, publicação e exposição das obras vencedoras.
Regulamento PersonalidadesPerfis de quem fez e de quem faz o Maranhão — do século XIX a quem está produzindo agora.
Sala 02Sala 05 · Tempo
Quatro séculos
Arraste para percorrer
- 1612Daniel de La Touche funda o forte Saint-Louis. A única capital brasileira fundada por franceses.
- 1615Portugueses retomam a cidade; Frias de Mesquita traça o xadrez que ainda é o Centro Histórico.
- 1641Holandeses tomam São Luís e desenham a planta que abre este museu.
- 1817Inauguração do Teatro União, hoje Arthur Azevedo.
- 1821O Conciliador, primeiro jornal da província.
- 1843Gonçalves Dias escreve a Canção do Exílio, em Coimbra.
- 1859Maria Firmina dos Reis publica Úrsula, «por uma maranhense».
- 1881Aluísio Azevedo publica O Mulato, ambientado em São Luís.
- 1922Graça Aranha abre a Semana de Arte Moderna.
- 1997Centro Histórico inscrito como Patrimônio Mundial.
- 2019Bumba meu boi, Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Sala 06 · Patronos
Selo Empresa Amiga da Cultura Maranhense
Quem sustenta a casa tem o nome na parede, como nas salas de doadores dos museus. O selo pode ser usado na comunicação da empresa; a lista de patronos e a prestação de contas são públicas.
