História, cultura, arte e ciência do Maranhão
Atenas
Brasileira
São Luís do Maranhão recebeu esse nome no século XIX, quando a cidade formou uma geração de escritores que marcou a literatura brasileira. Este site reúne o acervo dessa história, os escritores, roteiros pelo Centro Histórico, a música — e o que o Maranhão produz hoje em cultura, arte e ciência.
História
Por que São Luís é chamada de Atenas Brasileira
Na primeira metade do século XIX, a província do Maranhão exportava algodão e arroz para a Europa e a capital estava entre as maiores cidades do Império. Esse dinheiro financiou tipografias, jornais — o primeiro, O Conciliador, é de 1821 —, o Liceu Maranhense e a formação de jovens em Coimbra e Paris.
De uma cidade de algumas dezenas de milhares de habitantes saíram, em três gerações, Odorico Mendes, que traduziu Homero e Virgílio; Gonçalves Dias; João Lisboa; Sousândrade; Maria Firmina dos Reis, autora do primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil; Aluísio e Artur Azevedo; Coelho Neto; Graça Aranha. A comparação com Atenas, cidade dos filósofos e poetas, apareceu na imprensa da época e permaneceu. O título nunca foi oficial.
A cidade mantém cerca de 3.500 imóveis num conjunto tombado pelo IPHAN em 1974 e reconhecido pela UNESCO em 1997 como Patrimônio Mundial, com o maior conjunto de azulejaria de fachada da América Latina. Também é a única capital brasileira fundada por franceses (1612) e a sede de duas tradições reconhecidas como patrimônio imaterial: o bumba meu boi (UNESCO, 2019) e o tambor de crioula (IPHAN, 2007).
Entrada
A planta de 1641
Planta de São Luís desenhada durante a ocupação holandesa (1641–1644), guardada no Rijksmuseum, em Amsterdã. Os marcadores levam às seções do site.
Escritores
Acervo
Roteiros
Música
Hoje
1647
A imagem mais antiga conhecida de São Luís
Gravura de Frans Post publicada em Rerum per octennium in Brasilia, de Caspar Barlaeus, seis anos depois da tomada da cidade pelos holandeses. Mostra a cidade vista do mar, com o forte e o porto.
Ver no acervoEscritores
A geração que deu o nome
Alguns dos escritores nascidos no Maranhão entre 1799 e 1930. Os perfis trazem datas, obras, um trecho e onde ler.
Odorico Mendes1799–1864Tradutor da Ilíada, da Odisseia e da Eneida
João Lisboa1812–1863Jornalista e historiador, Jornal de Timon
Maria Firmina dos Reis1822–1917Úrsula (1859), primeiro romance de autoria feminina no Brasil
Gonçalves Dias1823–1864Canção do Exílio, I-Juca-Pirama
Sousândrade1832–1902O Guesa
Artur Azevedo1855–1908Dramaturgo; teatro de revista
Aluísio Azevedo1857–1913O Mulato, O Cortiço
Raimundo Correia1859–1911Poeta parnasiano; As Pombas
Coelho Neto1864–1934Romancista; fundador da Academia Brasileira de Letras
Graça Aranha1868–1931Canaã; Semana de Arte Moderna de 1922
Humberto de Campos1886–1934Cronista e contista
Ferreira Gullar1930–2016Poema Sujo
Acervo
Gravuras, mapas, azulejos, objetos
Peças de arquivos e museus públicos, reunidas com ficha, fonte e licença de uso.
MaragnonFrans Post, gravura, 1647 · BnF
Rua PortugalAzulejaria de fachada, séc. XIX
A tomada de São LuísGravura, 1641 · Rijksmuseum
Cabeça de boiBumba meu boi
O GuesaSousândrade, folha de rosto da 1ª edição
Teatro Arthur AzevedoInaugurado em 1817
Sobrados do Centro HistóricoPatrimônio Mundial desde 1997
Carta do portoAlbin Roussin, 1820
Tambor de crioulaPatrimônio imaterial desde 2007
AzulejoPraça João Lisboa, 53
Roteiros
O Centro Histórico a pé
Paradas do conjunto tombado, com o que ver em cada uma, horários e tempo de visita. Em preparação: Alcântara, Raposa, Lençóis Maranhenses e Chapada das Mesas.
Rua PortugalO trecho mais fotografado da azulejaria de São Luís. Sobrados dos séculos XVIII e XIX com fachadas inteiras revestidas.
Teatro Arthur AzevedoInaugurado em 1817 como Teatro União. Um dos mais antigos do país em funcionamento; visitas guiadas e programação regular.
Palácio dos LeõesSede do governo, no lugar do forte francês de 1612. Visitação com acervo de mobiliário e pintura.
Catedral da SéIgreja de Nossa Senhora da Vitória, na Praça Pedro II. Altar-mor barroco dourado, do século XVIII.
Rua do Giz e Beco Catarina MinaLadeiras de pedra entre a Praia Grande e o alto da cidade; sacadas de ferro e mirantes.
Praia Grande e a FeiraO bairro do porto colonial: Casa das Tulhas, Feira da Praia Grande, Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho.
Música
Do tambor ao reggae
As tradições, os gêneros e os nomes da música feita no Maranhão — com perfis, discografias e agenda.

Junho
Bumba meu boiCinco sotaques — matraca, zabumba, orquestra, baixada e costa de mão —, cada um com instrumentos, toadas e indumentária próprios. Patrimônio Imaterial da Humanidade desde 2019.

Tradição
Tambor de crioulaTrês tambores, canto puxado e a punga, o toque de umbigo que passa a vez à próxima coreira. Registrado pelo IPHAN em 2007. Também: cacuriá, lelê e Divino.
Jamaica Brasileira
ReggaeDesde os anos 1970, São Luís tem uma das maiores cenas de reggae fora da Jamaica: radiolas — paredes de alto-falantes —, clubes, programas de rádio e um museu dedicado ao gênero. A banda Tribo de Jah, formada na cidade em 1986, é a mais conhecida.
Nomes
João do Vale, Alcione, Zeca Baleiro, Rita Ribeiro, Papete, Cesar Teixeira, Chico Maranhão, Josias Sobrinho, Rosa Reis, Célia Sampaio, Nosly.
Perfis e discografiasHoje
O Maranhão que produz agora
Cultura, arte e pesquisa em atividade no estado. A seção recebe envios e passa por curadoria; cada item entra com crédito e link para o autor.
Grupos de boi, tambor de crioula, quadrilhas e blocos em atividade; mestres e brincantes; festas e calendário.
ExplorarArtes visuais, cinema, teatro, dança, design e literatura contemporânea: perfis, obras e agenda de exposições e lançamentos.
ExplorarPesquisa da UFMA, UEMA, IFMA, Embrapa e institutos: teses, descobertas e projetos, resumidos para quem não é da área, com link para o original.
ExplorarQuem produz cultura, arte ou ciência no Maranhão pode enviar o que faz para avaliação. O material publicado leva crédito, ficha e link para o autor.
Programa
Artigos, cursos e concursos
Atividades do projeto, abertas ao público.
Textos de história, cultura e ciência do Maranhão, com revisão editorial e referências, publicados por edições.
Edição 01 →História do Maranhão, patrimônio, escrita e artes. Presenciais em São Luís e à distância; calendário e inscrições nesta página.
Calendário →Literatura e artes plásticas. Regulamento público, júri divulgado, obras vencedoras publicadas e expostas.
Regulamento →Notas curtas sobre exposições, lançamentos, prêmios, editais e obras no patrimônio. Só o que toca cultura, arte e ciência do estado.
Últimas notas →Linha do tempo
1612 – 2019
Arraste para percorrer →
- 1612Daniel de La Touche funda o forte Saint-Louis, origem da cidade.
- 1615Portugueses retomam a cidade. Francisco Frias de Mesquita traça o plano em xadrez do Centro Histórico.
- 1641Holandeses tomam São Luís e desenham a planta guardada no Rijksmuseum. Saem em 1644.
- 1817Inauguração do Teatro União, hoje Arthur Azevedo.
- 1821O Conciliador do Maranhão, primeiro jornal da província.
- 1838Fundação do Liceu Maranhense.
- 1843Gonçalves Dias escreve a Canção do Exílio, em Coimbra.
- 1859Maria Firmina dos Reis publica Úrsula, assinado «por uma maranhense».
- 1881Aluísio Azevedo publica O Mulato, ambientado em São Luís.
- 1922Graça Aranha faz a conferência de abertura da Semana de Arte Moderna.
- 1974IPHAN tomba o conjunto arquitetônico e paisagístico do Centro.
- 1997UNESCO inscreve o Centro Histórico na lista do Patrimônio Mundial.
- 2019O Complexo Cultural do Bumba meu boi do Maranhão é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Selo oficial
Amiga da Cultura Maranhense
Identifica as empresas que financiam o projeto. Quem recebe o selo pode usá-lo na própria comunicação e consta na lista pública de patronos; as cotas, as contrapartidas e a prestação de contas são publicadas na página do selo.
- Adesão anual por cota, com termo de patrocínio
- Selo em alta resolução e manual de uso da marca
- Nome e marca na lista pública de patronos
- Relatório anual do que foi produzido com os recursos
Sobre
O projeto
Atenas Brasileira é um projeto independente, sediado em São Luís, dedicado à história, à cultura, à arte e à ciência do Maranhão. Reúne acervo de arquivos públicos com ficha e licença, perfis, roteiros, música e a produção atual do estado, e organiza artigos, cursos e concursos. Está em processo de constituição como fundação.
Todo o material de acervo é de domínio público ou licenciado, com a fonte indicada. Correções e envios: contato@atenasbrasileira.com.br.

Selo